Torcedores do Flamengo protestam contra veto às bets e citam Lula, Congresso e STF no Maracanã
Faixas foram exibidas no Fla-Flu de 11 de outubro de 2026. Entenda o protesto, a ação dos clubes nas camisas e a disputa sobre publicidade de apostas no futebol.

O que aconteceu no Maracanã
Torcedores do Flamengo exibiram uma faixa contra a proibição das bets antes do clássico com o Fluminense, no Maracanã, em 11 de outubro de 2026. A mensagem citava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), conforme a cobertura do Poder360.
Esta matéria foi publicada em 18 de outubro para explicar o episódio e seu contexto. A manifestação e a foto que ilustram a reportagem são do dia 11; não se trata de um protesto ocorrido neste domingo (18).
O que a faixa dizia — e o que ela não permite concluir
Dividida em trechos ao longo da arquibancada, a faixa fazia uma comparação com um gol contra e afirmava que o futebol brasileiro não deveria ser prejudicado. Segundo o Poder360, ela apareceu no setor norte durante a entrada das equipes. Outra mensagem exibida naquele dia defendia o fim da escala de trabalho 6x1.
O registro mostra a manifestação dos participantes presentes naquele setor. Não permite atribuir a mesma posição a todos os torcedores do Flamengo, medir apoio eleitoral ou concluir que a torcida inteira aderiu a uma candidatura.
Flamengo e Fluminense também se manifestaram nas camisas
A manifestação nas arquibancadas ocorreu no mesmo clássico em que os dois clubes levaram uma mensagem aos uniformes. Segundo a CNN Brasil, Flamengo e Fluminense entraram em campo com a frase “Proibir não é proteger” na área normalmente destinada ao patrocinador principal.
A reportagem identifica a Betano como a marca que ocupava esse espaço no Flamengo e a Superbet no Fluminense. O rubro-negro já havia adotado a frase no jogo anterior contra o Santos. A ação dos clubes nas camisas e a faixa da arquibancada são registros diferentes, embora ligados à mesma discussão sobre apostas.
Por que uma medida do governo chegou ao futebol?
O anúncio federal de 25 de setembro atingiu tanto o funcionamento das empresas de apostas de quota fixa quanto sua publicidade. No comunicado oficial, o Ministério da Justiça informou que a medida vedava novos contratos de publicidade, patrocínio e promoção comercial do setor. Peças contratadas anteriormente poderiam ser veiculadas até 5 de outubro.
É nesse ponto que a decisão se conecta ao futebol: empresas de apostas utilizavam as camisas como espaço de divulgação. A mudança nas regras de publicidade alcança a relação comercial entre essas empresas e os clubes. A foto do protesto, porém, não demonstra qual foi a perda financeira efetiva de cada equipe; esse cálculo exige examinar contratos e valores efetivamente recebidos.
A campanha já aparecia em outros estádios
A discussão não começou no Fla-Flu. Em reportagem de 7 de outubro, o ge registrou mensagens nas placas de publicidade do Brasileirão após a pausa da Data Fifa. Segundo o veículo, empresas ligadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) disponibilizaram espaços para a campanha.
As mensagens defendiam a manutenção de um mercado regulado e questionavam os efeitos da proibição. Esse argumento representa a posição de associações do setor de apostas; não deve ser apresentado como uma conclusão independente sobre o resultado da medida.
O argumento do governo e o debate sobre patrocínio
O Ministério da Justiça apresentou o pacote de setembro como uma iniciativa de proteção às famílias endividadas e de enfrentamento aos problemas associados às apostas. Além do veto ao setor, o anúncio incluiu ações de fiscalização e renegociação de dívidas.
O contraste ajuda a entender a repercussão: de um lado está a justificativa do governo para restringir as apostas; de outro, a contestação à medida feita por participantes da campanha e por clubes. Para avaliar os efeitos sobre o esporte, é necessário acompanhar as regras de publicidade, as decisões das instituições e a capacidade de cada equipe de obter outras receitas.
Onde conferir o registro e as fontes
O Poder360 publicou um vídeo de cerca de 35 segundos sobre a faixa no Maracanã. O link está listado abaixo, junto das reportagens usadas para contextualizar os uniformes, a campanha nos estádios e o anúncio federal.
A foto é um registro real do protesto de 11 de outubro, reproduzido na cobertura do Poder360 com crédito ao perfil @br_dadepressao, no X. As informações desta matéria foram conferidas em 18 de outubro de 2026.
